E é isso....


Bob, burman e otras cositas mais...

Sexta-feira. Dez horas da manhã (pra quem não trabalha, isso é madrugada):

-         Oi, Helô. Você estava dormindo?

-         Sim, estava.

-         Ah...É porque a vovó disse que você nos levaria ao cinema.

-         Espera eu acordar e já te ligo.

 

...

-         Vocês querem Xuxa, Bob Esponja?

-         “Os Incríveis”.    [Ah... crianças! Nunca satisfeitas.]

-         Sinto muito, não abusem da boa vontade. Eu já vi “Os Incríveis”.

-         Pode ser Bob Esponja (com voz de decepção) -eu não me abalei.

 

Eu já assisti Bob Esponja algumas vezes. Confesso, acho que nunca prestei a devida atenção.

      Ele é louco! Se entorpece. Bom, o nome Bob é suspeito. Mensagens subliminares? Será, será?

     O desenho é adulto.

      “Amedobobo, amendobobo, de bobo não tem nada”.

     

     A sala estava cheia. Como boa prima que sou, passei no Wal Mart e fiz R$5 reais renderem dois pacotes de salgadinhos, dois refris e um saco de marshmallows. Elas ficaram felizes, pois elas tinham guardado essa quantia para saborear apenas um refresco médio no Cinemark, o qual dividiriam entre si. Bom negócio.

 

            À noite, filosofia sobre casamento e tour pelo Camicado.

Presente de casório: R$728,00.

Nossa, tomara que meus amigos demorem pra casar (sem rogar praga para as meninas).

 

...

 

Restaurante árabe na região da Paulista. Muito bom, por sinal.

Homus (berinjela e grão de bico), tabule, bolinhos de fava, charuto de uva e, de sobremesa, “burman”(um ninho de macarrãozinhos recheados de tâmara ou pistache).

“-Isso não é doce” - dispara a Thiara ao provar a iguaria, em frente ao dono do restaurante. Ai ai ai...

            - “Bota calda aí que fica mais gostoso”.

            E assim encerra-se a sexta-feira. Gulosa e deliciosa, como sempre. Menos doce, mas com sabor especial.

Escrito por Que tenho pra contar às 12h20
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Um corpo que cai

Vou resumir a história que aconteceu +ou- 30 anos atrás (antes da minha mãe vir para São Paulo)...

Meu tio tinha um bar lá em Minas, e naquela época, em cidadezinha do interior, prevalecia muito a lei do mais forte. Meu tio era um rapaz jovem, forte e bonito. Na cidade tinha um cara que era meio doidinho e encrenqueiro. Ninguém da cidade gostava dele. Certo dia ele estava no bar do meu tio, muito bêbado, e pediu para meu tio vender fiado. Meu tio se recusou, e o cara encrenqueiro tirou o revólver da cintura e atirou contra o meu tio, que fugiu pelos fundos do bar, pulando o muro do vizinho. Ele tomou um tiro de raspão no ombro...


Meu tio ficou assustado com o cara, e começou andar armado. Ele dizia sempre, ainda que por brincadeira, que um dia mataria aquele homem.

Alguns meses se passaram, e certo dia, meu tio estava jogando palitos (brincadeira típica de buteco no interior) com um pessoal no bar, e aquele rapaz também estava no jogo.

(Essa parte eu também não entendi muito bem... Se um cara atira em mim, eu nunca mais olho na cara dele... Mas pelo que minha mãe contou, depois que o efeito da bebida acabou, eles voltaram a ser amigos... Sei lá, né?!? Vai entender...)

Depois de um certo tempo que eles estavam jogando e bebendo começou uma nova discussão. O cara não estava com arma de fogo, mas ele andava com um punhal. Ele ameaçou por diversas vezes esfaquear o meu tio. Eles se agarraram, e meu tio ficou todo cortado, tentando se defender dos golpes do punhal, até que ele conseguiu uma leve vantagem, foi até o balcão, pegou a arma dele, e disparou seis tiros contra o homem que morreu com na primeira bala.

Logo depois do assassinato, meu tio sumiu, e ficou por muito tempo foragido da polícia. Neste tempo, minha mãe casou, e se mudou para Mairiporã. Depois de alguns anos, meu tio se escondeu na casa da minha mãe, até o dia que uma tia do meu pai, com um ato de traição, denunciou o meu tio para a polícia, que foi preso dentro da casa da minha mãe.

Ele foi preso, e levado de volta para o Rio Paranaíba (cidade da minha mãe), e depois de alguns meses preso, foi julgado, e absolvido pelo júri popular por 6 votos contra 1, alegando legítima defesa, e também porque todos sabiam que o cara que foi morto era um bêbado, louco e encrenqueiro.

"Meu tio matou um cara!"... Essa é a história do tio Sinval...
 

Ou melhor, essa é a história do tio do Puff (o meu amigo, aquele que solucionou o mistérios de não sentarmos ao lado de alguém no cinema)...

No entanto, após assistir o filme (cujo história é interrompida por telas de jogo de computador), algumas semelhanças começaram a surgir:

1- Primeiro e-mail do dia: Puff conta sobre o "acidente" do tio...

2- [Pasmem] Minha mãe resolveu desmontar todo os enfeites natalinos. Hoje é o dia certo para tal. "Deveria ser feriado!", como disse minha sábia amiga Mary´s.

Como é comum em todos os anos, Dona Regina colocou seu imponente Papai Noel (de roupa, óculos e barba; tamanho real, diga-se de passagem) no terraço da minha casa. Na rua, as crianças adoram. Quem toca a campainha tem a impressão de estar sendo observado (e realmente está; eu mesma pintei os olhos azuis do bom velhinho).

Dias atrás, um raio atingiu minha residência: o quintal ficou do avesso, o portão eletrônico queimou e eu fiquei afastada do mundo virtual por uma longa semana, mas, como o espírito do Natal é mais forte que tudo, o boneco gigante continou lá; com a tinta dos seus olhos azuis escorrendo, mas em pé.

Hoje, ao acordar, enquanto escovo os dentes, minha mãe grita:

- Helô, Helô...vem ver!.

- Fala mãe, o que que é?

- Vou jogar o Papai Noel lá pra baixo.

- Pára. Que besteira!

Alguns segundos....e o barulho.

-Joguei! Nossa, muito boa a sensação de arremessar um corpo aqui do alto. Fez barulho, e por pouco não cai em pé. Adorei.

 

É...o tio do Puff matou um cara, e minha mãe, o Papai Noel ( e ainda ficou feliz).

Estou com medo.




Escrito por Que tenho pra contar às 18h23
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Criei o tal do blog....

Hoje, em reunião extraordinária com o Júlio, ele decidiu que eu tinha que ter um. Eu relutei (não queria me juntar à legião dos blogueiros carentes), mas acabei vencida.Aqui está.

Acabo de voltar do cinema; estava cheio. Quarta feira: dia do pobre ir ao cinema(viva a meia-entrada). Assisti o comentadíssimo "Meu tio matou um cara". Paguei R$4,50(teria valido mais a pena se eu não tivesse gasto outros R$3,50 na sensacional nova sobremesa do Mc Donald´s (o tal do iogurte com framboesas): light; o preço não é. A economia das calorias está porque eles enchem o seu copinho só até a metade. No entanto, como diz a sábia dona Regina (minha mãe): "Tem que experimentar".

Quando entrei na sala, a menor claro (filme nacional), o trailler já havia começado. Eu e meus 3 amigos procuramos um local onde pudéssemos sentar juntos. Queríamos lá em cima (Lógico; Todo mundo quer lá em cima). Procuramos, procuramos e foi em vão. Entre todos os casais havia uma cadeira vaga. Sentamos na terceira fileira.

- "Helô, alguém podia pular umas cadeiras pra gente sentar lá em cima né!?".

- "É, eu também acho".

- "As pessoas não gostam de sentar ao lado das outras na cinema porque acham que as outras tem doenças".

[ tive um ataque de riso]

 

Alguns minutos depois sinto a fileira das cadeiras estremecer.

Um casal ameaça sentar em nossa fileira e a moça, carregando a bolsa, pipoca, sacola e ainda assim, querendo ficar de mão dada com seu amor, tropeçou na cadeira. Foi engraçado, mas conti o riso.

Ela senta ao meu lado. E até ocupa um pouco do "meu território", espalhando o seu cotovelo onde gostaria que o meu tivesse ficado.

[Momento de apreensão]

" -Pelo menos ninguém pula uma cadeira pra não sentar ao meu lado", filosofo aliviada.

 



Escrito por Que tenho pra contar às 00h32
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