Coisas de farol
Coisas de farol
Fui participar de uma pesquisa hoje. Queriam professores de inglês para responder um questionário de umas 20 questões(on line, ainda por cima). Ajuda de custo: R$100. Fortuna pra quem está desempregado. Lá no final da Consolação.
Voltei feliz. Me perdi, lógico.
Parei em um farol perto do Largo do Arouche. Um senhor veio em direção ao carro e eu, com o vidro escancarado (que calor infernal), fiquei gelada. Ele pediu um real, eu dei(com medo).
-Oi moça, me dá um real. Me roubaram. E eu estou desempregado...patati patatá...Um real na mão, ele me abençoou. E disse que eu já era abençoada.
Segui. Por ironia do destino, no farol seguinte, embaixo do Minhocão, fechei o vidro quando percebi que o farol ia fechar. “Não tenho mais real pra dar”.
O “manco” veio (nunca mais acredito em mancos). Colou a cara no meu vidro e tirou uma faca. Começou a riscar a ponta da faca no vidro, dando murros no teto do meu carro e mandando eu abrir o vidro.
Pernas tremem, noção de reflexo zero e medo incontrolável.
O farol abriu depois de umas babadas no meu vidro e uns risquinhos com a faca. Saí sem pensar. Chorei o caminho inteiro de volta.
Que zica!
Escrito por Que tenho pra contar às 18h00
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