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Sobre pintinhos...
Resultado de madrugada com msn:
Sabe o que aconteceu com o pintinho manco?
Ele foi ciscar e caiu.
Então, ele colocou um fósforo para substituir sua perna.
Ele foi ciscar e pegou fogo.
Sabe a história do pintinho Relam?
Toda vez que chovia, Relam piava.
Sabe o que aconteceu com o pintinho cabeçudo?
Olhou pro céu e deu cambalhota.
Escrito por Que tenho pra contar às 20h14
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No ponto de ônibus- o começo do amor
Perdi o ônibus na volta da faculdade; Lógico!
Quietinha, no banco sujo, esperando o outro passar. Tinha uma garota do meu lado e então chegou um menino, todo de roupa social.
Menina (feliz porque encontrou o garoto): -"Nossa, todo arrumado!"
Menino (com voz mansa): -"É, só pra você. Está vendo..."
Menina (com vergonha): - "Hummmm" (...) Perdi o ônibus!"
Menino (fazendo planos):- Ah, que bom. Assim a gente pode ir embora junto."
Menina(com mais vergonha ainda; também fazendo planos): "É verdade né?!"
E eu, lá, de vela.
Neste momento, a Rô passou:
-"Helô! Quer carona? Meu irmão te leva. Está frio hoje."
-"Claaaaaaro que quero!"
E eu fui embora...e agora estou pensando no casal. É tão legal como as coisas começam...
....mesmo sendo no ponto de ônibus.
Escrito por Que tenho pra contar às 00h21
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São tantos...
...Sonhos.
Às vezes, recorro aos sites de interpretação pra tentar entender o que passa em minha mente. Nunca acho explicação.
Já ouvi dizer que os sonhos são desejos reprimidos, devaneios do subconsciente ou simples acaso. Não sei no que acredito. Quando são bons, é legal interpretá-los como pressentimento, algo que vai acontecer. Quando ruins, apenas reflexões de algo que não vai bem no plano consciente. Sei lá...
Já postei em textos anteriores alguns de meus sonhos, os quais (vale lembrar) são, na maioria das vezes, muito estranhos. Certa vez, sonhei que meu tio era atingido por meteoros em plena Av. Paulista, na cabeça. No sonho, ele morreu(dãh, lógico!) e me lembro perfeitamente de chegar ao local do acidente e olhar um desses telões de trânsito que mostrava o texto (06 de agosto- Mais um vida que se vai...Wilson Caprioli....blá blá blá). Acordei assustada e corri pra tentar entender o que tinha acontecido. Li que quando sonhamos com morte, o significado é vida.............o filho do meu tio(o morto no sonho) nasceu quase 3 meses depois do sonho, no dia 6 de agosto. Coincidência? Pode ser...
Esta noite, tive pesadelos. Estava em uma fazenda, com uma casa que só tinha um quarto. É, somente um quarto e muitos amigos. Uma cama de casal e uma beliche, onde todos estavam empuleirados.
O local era assombrado por um serial killer tipo "Pânico". Horrível!
À noite, fazíamos uma fogueira quando de repente começou a gritaria. "Pega a sua foto, pega a sua foto! Decore a frase, decore a frase!". Eu não estava entendendo nada. Um homem, vestido de zebra, estava chegando perto da fogueira: era o serial killer. (Sim, o serial killer no meu sonho vestia uma roupa de pelúcia, de zebra!)
Para que a zebra assassina não te matasse, era necessário mostrar uma foto de uma carcaça de animal, qualquer animal ensaguentado. Todos na fazenda recebiam suas fotos à noite, uma vez que todos sabiam que a zebra atacava quando escurecia. Quando o assassino chegava perto de você, ao mostrar a foto era também necessário repetir um mantra "Sai de mim. Meu corpo é meu e não te pertence". E assim, durante alguns minutos, ela matava àqueles que não tinham suas fotos e não diziam as palavras "mágicas"".
Uma das garotas na fazenda, desavisada, chamou a polícia quando o tumulto começou. Os policias chegaram e ao encontrar o animal serial killer não seguiram as instruções da foto e do mantra: todos os cinco foram mortos à facadas e pipocos(eu poderia escrever tiros, mas tenho que usar pipocos em homenagem ao querido amigo Júlio) na boca, os quais estouraram os miolos explicitamente.
Depois da matança, a zebra de pelúcia gigante (igual àquelas de parques de diversão) saiu saltitante e sumiu entre à floresta.
A galera recolheu os corpos e os enterrou.
Acordei.
Já era uma da tarde.
Ai, melhor nem procurar o significado dessa vez...
Escrito por Que tenho pra contar às 15h16
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Nostalgia no centro
Adoro a 25 de março.
Lembro bem que quando era mais novinha, o meu sustento vinha de lá. (Não, eu nunca fui camelô. )
Quando na 6º série, eu fazia bijuterias e as vendia na escola. Era divertido.
Geralmente, quando você confeccionava uma peça, podia estipular o preço com até 300% de lucro. Pra mim, aos 13 anos(eu acho), não havia no mundo melhor negócio. O meu hobby favorito, unido ao prazer de ganhar dinheiro e ainda ser elogiada pela criatividade, capricho, etc e tal.
Minhas maratonas à 25 eram, na maioria das vezes, às terças-feiras. Voltava da escola, almoçava e pegava o “Pq. D. Pedro”. Algumas vezes, encontrava minha prima na saída do terminal, outras vezes, ia sozinha mesmo. Era capaz de percorrer as galerias de cima a baixo. Entrava em cada lojinha, xeretava cada miudeza, cada peça, cada cor......uma lição de paciência. Depois de subir os noves andares na minha galeria favorita, a hora de descer era o momento da compra. O caderninho, que anotava os melhores preços, as idéias que surgiam durante a expedição e é claro, o quanto eu gastava em cada uma das pecinhas era o companheiro na jornada.
Fecho, linha, cristal. Miçanga, bolinha, arame. E assim, a imaginação viajava.
Depois de uma tarde inteira de sobe e desce escadas, eu ia até o viaduto Santa Ifigênia, onde encontrava meu pai e pegava uma carona de volta para casa. O horário combinado era sempre às 18:30, “na porta do estacionamento”, e “sem atrasar”, como ele sempre me falava.
Voltávamos para casa ouvindo rádio AM. Eu odiava. Nunca gostei de rádios AM e só aprendi a ouvi-las depois que comecei a trabalhar e não tinha tempo para outras formas de obter informação. Hoje, eu adoro.
Chegava e logo ia arrebentando os saquinhos. Vermelhos pra um lado, transparentes para o outro, metal num canto, miçanga no outro e assim ia. Passava horas separando as contas que, no dia seguinte, (depois do colégio), fariam a alegria da minha tarde.
Ficava ansiosa para voltar para casa e sentar com meus alicates, e idéias. Quando o resultado não era o esperado, não hesitava em desmanchar tudo e recomeçar o serviço.
Minha mãe, sempre bisbilhotava o desenvolvimento e, depois da sessão “venda na escola”, sempre comprava as peças que sobravam. Quer incentivo melhor? Alguns dos colares ela tem até hoje...
Cansei de tomar calote. “Helô, depois eu pago” era uma das frases que eu mais ouvia. No entanto, pouco me importava: a idéia era fazer, o dinheiro, eu só precisava para continuar fazendo...
Depois desse momento nostálgico da minha infância, volto à 25 de março; fui lá hoje. A calçada foi aumentada, a galeria está defasada e as poucas peças disponíveis são, na maioria, feias e caras. Triste. As bolas de sândalos que eram vendidas para serem colocadas como sachet nos armários são hoje, um terço menores do que eram anos atrás. São também 3 vezes mais caras. O cara do coquinho não estava lá: os camelôs estavam em greve.
As vendedoras continuam grossas. O cheiro, também é o mesmo.
Percebi que não tenho mais paciência pras escadas...e para a poeira...e para tantas peças
...mas continuo cheia de idéias....
Escrito por Que tenho pra contar às 01h01
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A vida sem carro
Não querendo ser chata, mas andar de ônibus não é muito agradável.
Experimente o "Bom Retiro" às 19:00. Ruim, ruim, ruim...
Ontem, saí da faculdade tarde, mais tarde do que de costume. Quando estava chegando ao ponto, um ônibus partia. "Pronto, só falta ser o meu...", pensei.
Uma velhinha estava sentada no banco, imundo, e estava sem agasalho. Algumas sacolas do Extra na mão. Por que alguém vai ao mercado em plena segunda-feira de chuva, de ônibus e sem blusa às 22:00? Eu sempre dizia ao meu avô que os velhos são caducos...e fenomenais.
Enfim...
-"Qual era o ônibus que acabou de sair?"
-"São Lucas", ela respondeu, com a boca roxa. Ai, que aflição.
Droga! Por que eu ainda não aprendi essa lição? Nunca pergunte qual era o ônibus que acabou de sair, sempre será aquele que você precisa pegar.
Esperei, esperei e esperei. Esperei mais um pouco e o ponto começou a encher. Eu, que tinha me apossado de um dos assentos imundos, comecei a ficar esmagada atrás da galera que se espremia para dentro da cobertura na esperança de não se molhar. Em alguns minutos, eu não via nada além do que bundas e mochilas na minha cara. Raiva, raiva, raiva.
De repente, eis que a condução surge. (Não, não, eu não enxerguei ele vindo. Todos do ponto estavam esperando o mesmo que eu, o que fez com que a minha visão fosse recuperada à medida que o busão alcançava a parada).
A fila se formou antes que eu pudesse pensar em levantar do banco. Fiquei na antepenúltima posição e, ainda assim, quis fazer uma caridade: uma senhorinha que carregava uma dessas bolsas antigas, de couro preto com alça dourada, estava com o filho adulto (que carregava um chaveiro com um pente do tamanho de minha mão e de plástico enfiado no bolso e eu achei estranho, sei lá porquê.), também montados em sacolas do Extra, eram os únicos na fila ainda atrás de mim.
-"Pode passar na frente!".
-"Obrigada, se eu entrar agora eu vou atrapalhar a passagem".
(Nossa! A velhinha tinha boas noções de logística...) Antes a praticidade do que a educação.
Subi no ônibus, disposta a utilizar pela quarta vez no dia o meu "Bilhete Único". Meu não, da minha mãe, na verdade. Paguei a passagem e como não havia créditos, o cobrador tinha que passar o cartão dele, passar o meu e passar o dele. É lóóógico que eu coloquei o cartão do lado errado e o leitor não funcionou.
-PASSA LOGO ISSO AÍ DE NOVO, MÊU!
Ai, ai, ai...até o cobrador estava estressado. O ônibus inteiro me olhou. A maioria universitários, com cara de cansados e cabelo escorrendo da chuva com cara de "Nossa, que menina burra!Nem sabe usar o Bilhete Único".
Fiquei em pé quase até o fim da Pães de Barros e então, mergulhei no "Tristes Trópicos". Já nos arredores da Vila Zelina comecei a me preparar para a jornada até minha residência.
Desci do ônibus e sai andando na chuva. Tentei esconder o Levi´s Strauss embaixo da blusa. Em vão, ele se molhou, mas eu nem ligo porque ele é chato mesmo, podia ter se afogado.
Cheguei em casa molhada, com a barra da calça pesada. Odeio quando chove e a barra da calça fica suja. Direto pro chuveiro: banhão quente! Adoro esse frio...
Hoje, no entanto, o dia foi mais feliz. Carona pra ir trabalhar, aluna que quase me tirou do sério(mas vamos pular essa parte porque eu estou descrevendo o dia feliz), ônibus até a facu (companhia do amigo Levi).
Carona pra voltar!Uebaaa...
Vamos ver o que me espera amanhã.
Escrito por Que tenho pra contar às 01h56
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Hoje é festa.....lá lá lá lá lá...lá lá lá lá lá.....
Novamente reafirmo a minha simpatia por casórios; são divertidíssimos.
No sábado, depois do acidente (logo mais, capítulos especiais da novela “Minha vida sem carro”. Não perca!!!), fomos direto ao casamento da prima Luciana.
Ela é juíza. Mandona.
Ele é caipira. Simpático.
A igreja era pequenininha e no canto esquerdo do altar, um santo que até agora não pude identificar: carrega livros e uma cabeça de caveira. Assustador!
A cerimônia foi rápida. A noiva entrou correndo. Estava, sem dúvida, com muita pressa de casar. O padre fez um sermão bacana: sem muita Bíblia e com bastantes lições de amor. A noiva saiu ao som de “I say a little prayer for you”, que é simplesmente apaixonante.
Na porta da igreja, acenou sorridente aos convidados de dentro do fusca azul bebê do seu novo marido. Ah, o fusca estava decorado com tule branco. Lindo, lindo, lindo!
A festa prometia.
Bebida, bebida, bebida. Comida, comida, comida. Esqueci o regime. E no saldo final, caviar (eca! Nunca nem experimentem) e 2 petit gateaus. Mais bolo, mais jantar, mais huiearnawhfuiwebfgjhfvuenvjebvesbv............Ah...melhor deixar pra lá!
A noiva veio me cumprimentar e fez questão de me mostrar o visível “HELOISA”, devidamente escrito na barra do vestido. “Encalhada eu? Imagiiiiiiina......”. Até as primas de vigésimo grau lembram de escrever o meu nome na bainha.....Fala sério! (Bom, pensando bem..... melhor assim! )
O casório tornou-se uma balada. Juízes entorpecidos de whisky, rebolando ao som de “festa no apê” (Por favor, parem de tocar essa música. Não agüento mais) e claro, a música da cigana, do Magal. A modinha trash chegou pra ficar, pelo que parece.
Festa de família é a coisa mais sensacional do universo. As tias bêbadas, as crianças sujas e descalças e o cabelo cheio de “mousse” desmanchando com o suor escorrendo pela testa. Pior é quando o tia-avó te encontra já no final do evento. Te apertar não é o suficiente, ela tem que te apertar suada. Afinal, qual a graça se não for assim? É claro que você também encontra pessoas interessantes. Aquela prima que está morando na Itália, mais precisamente em Verona, é uma delas. (Não ia doer nada passar uma temporada no palco de uma das paixões mais lindas do mundo: Romeu e Julieta).
O povo vai embora carregando os sapatos e, mesmo com o bucho cheio, pára na mesa do café da manhã. Alguns cafés (tomados com classe e adoçante), sonhos e carolinas depois, todos migram para seus respectivos veículos. Cambaleando, lógico!
No dia seguinte, todos se reúnem na casa da vovó. Os comentários das tias sobre os vestidos das outras tias rolam soltos na cozinha. Os homens, esparramados no sofá, curtem a ressaca mais explicitamente que as mulheres.
E dá-lhe “Estomazil” na galera!
Escrito por Que tenho pra contar às 00h53
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Todo dia ela faz tudo sempre igual...(ops, dessa vez não foi)
O trajeto é o mesmo de todos os dias. O caminho da faculdade, o caminho do trampo, o caminho pra qualquer lugar que eu vou.
Acordei tarde e fui levar o terno do meu pai pro meu tio usar no casamento.
No meio do caminho tinha uma curva. Tinha uma curva no meio do caminho.
Tentei virar o volante e o carro não respondeu. Saí reto na curva ("pela tangente", diriam os físicos).
Aquaplanagem? Óleo na pista? Burrice minha? Roda travada? Até agora eu não sei o que aconteceu.
O carro foi, foi, foi e bateu. Barulho assustador. Bolsa no banco de trás voou na vidro da frente. Tranco do cinto e os apetrechos de mulher espalhados por todo o carro. Eu estava ouvindo a música nova do Barão.
Alguns minutos dentro do carro, respirando antes de sair na chuva para ver o estrago.
-"Moça, você está bem?", disse o tio do caldo de cana, que por pouco não foi atropelado. "Como você fez isso?!
-Eu também não sei.
Desci do carro e vi o estrago. Ai, ai, ai...
Pi........Pi........Pi......tãtãtãtãtãtãtãtã Chamada a cobrar...etc e tal.
-Ô Pai....bati o carro.
Cinco minutos cruciais esperando o esporro que viria quando ele chegasse.
-Nossa filha, como você fez isso?!
-hahaha Não sei. O carro não respondeu.
-Ah, vamos ligar para o seguro. Enquanto isso, pega meu carro e vai lá levar o terno pro seu tio, buscar a saia que estava pra arrumar e pegar sua mãe no cabeleleiro. Eu vou esperar o guincho. 
(Vai entender....eu tirei ele da cama, do jogo de futebol, no sábado á tarde, na chuva e eu ainda dei um prejuízo de algun muitos reais....e ele não falou NADA!)
Eu fui...cheguei na minha vó e comi uma caixa de chocolate.
-"Vó...posso comer todo o resto da caixa?"
-"Se vai te deixar mais calma, pode. Mas eu acho um exagero."
Eu comi, mas os bombons eram ruins......
O guincho chegou quase uma hora e meia depois.O carro foi levado.
Tirando o prejuízo da franquia, salvaram-se todos. No caso, eu. Só com uma dorzinha nas costas e no pescoço...Nada que uma mão solidária não resolva.
E eu que pensei em não sair de casa no sábado pra não molhar o carro que havia lsido lavado na sexta, depois de quase dois meses de greve de sabão...........
Escrito por Que tenho pra contar às 01h04
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