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Questão de espírito
"Ria, brinque, tenha fé e esperança. A vida só acaba quando se deixa de ser criança."
Efigenia Rocha Ribeiro
Escrito por Que tenho pra contar às 03h10
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Post atrasados não trazem tantos detalhes
Quarta feira: Show do Eagle Eye Cherry. Muito, muito, muito bom. Eles tocam duas das minhas músicas favoritas.
Save Tonight- Salve esta noite
Vá e feche as cortinas Porque tudo que precisamos é da luz de velas Você, eu e uma garrafa de vinho E ter você esta noite E como eu queria, eu queria não ter que ir Vamos atrasar nosso sofrimento...
Aproveite esta noite Lute contra o amanhecer Amanhã virá Amanhã eu irei embora
Há lenha sobre o fogo E isto queima como eu por você Amanhã virá com um desejo De me levar
Não é fácil dizer adeus
Querida, por favor não comece a chorar Porque garota você sabe que terei que ir E Deus sabe que eu não quero
Amanhã virá para me levar Eu queria que, que eu pudesse ficar Mas garota, você sabe tenho que ir, oh E Deus sabe que eu não quero
E
Falling in love again Eu estou tão cansada de me apaixonar Achando fácil de me perder Eu não posso negar Eu sinto dentro de mim o fogo do cupido Eu não consigo esconder
Eu estou me apaixonando novamente Não há nada que eu possa fazer Quando eu me apaixono É sempre a mesma coisa E estou cansada desse jogar este jogo Faz tanto tempo que eu desisti do meu coração Eu o mantive trancado Eu não quero que ele se machuque Então deixa eu te falar Eu só quero ter certeza Que você não vai me machucar Você pode me prometer isto? Você tem que me falar se vai me partir meu coração Porque eu não quero arriscar E se não for verdade Tudo que vai acontecer Não é nada além de um pobre romance Então me prometa ficar E eu nunca vou te deixar ir Nós temos que ter algo a fazer E estou te avisando agora
Ah....amor, amor.....sorte de quem tem!
Escrito por Que tenho pra contar às 14h07
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"Essa chuva ingrata que não vai parar...."
No trabalho, no meio de muitos veículos de comunicação, eis que um muito me chama a atenção. O nome? O Trabuco. Sim, o Trabuco, por mais estranho que isso possa soar.
Não bastasse, o dito cujo é sobre alimentação, gastronomia e afins. Não pude deixar de imaginar uma cena, onde dois namorados discutem, em pleno sábado à noite, o que fazer e onde ir.
-Amor, onde nós vamos comer?
-Espera aí que eu vou pegar o Trabuco pra gente dar uma olhadinha...
No mínimo, hilário.
Na volta, chuva, chuva, chuva. O rapaz que esperava o fretado ao meu lado, de início, me considerou uma católica fervorosa, uma vez que os “Ai, Meu Deus!” e “Ai, minha Nossa Senhora” pulavam de minha boca a cada trovão que reluzia na Rua Funchal. Com o passar dos minutos e o encharcar de minhas calças, o garoto começou a me considerar uma depravada, pois tantos eram os palavrões que eu balbuciava que nem tenho coragem de escrever, em respeito a você, meu caro leitor.
O ônibus chegou. De quebra, espirrou mais água, como se eu já não estivesse molhada o suficiente, ao aproximar-se da calçada para que eu pudesse subir. O trajeto até a calorosa São Judas durou por volta de duas horas...e, na hora de levantar-me, esqueci dos meus extras 8 centímetros, generosamente cedidos por minha bota, e meti a cabeça no suporte de malas. Doeu muito.
No trajeto, a pé, até a faculdade (também na chuva), passo em frente a um bar e escuto um comentário: “Nossa, que gata...”, antes que pudesse ficar brava, o garoto completou “...escaldada”. Eu dei risada, pois quando você está vestindo seu “trenchcoat” favorito, bege, na chuva, nada pode ser pior. * Okay, okay – momento de futilidade mor *
Durante todos esses acontecimentos eu fui me punindo. Motivos:
1- Porque eu sou burra e não carrego guarda-chuvas.
2- Porque todos sempre perdem guarda-chuvas e eu nunca achei nenhum.
E, finalmente: 3- Porque dias de chuva foram feitos para chá, namorado e cobertor.
Escrito por Que tenho pra contar às 22h10
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"Recordar é viver"
A Viviane sempre foi louquinha. Amiga minha da escola, engravidou quando estávamos no segundo colegial. Teve seu nenê e nos encontramos uma única vez depois disso. Na porta do mercado, ela me explicou o porquê do saco de feijão que carregava nas mãos. "Comprei este saco e encontrei dois pregos dentro dele. Liguei para o SAC e vim fazer valer meu direito de consumidor. A empresa disse que me reembolsaria por um saco de 5 quilos, eu vim buscá-lo". Achei aquele fato inusitado me deixou pensativa por algum tempo. A Vivi aprontava horrores e ,hoje, preocupava-se com um saco de feijão e com o vestido, que seu filho teimava em puxar, agarrado em suas pernas. Reecontrei a Vivi ontem. Ela, linda, fez questão que eu apertasse os 500ml de silicone que implantara um mês atrás. Mostrava-se orgulhosa de cima de seu super salto alto, com pernas, barriga, costas, bunda e peitos novos, e, marido à tiracolo. Fiquei feliz por ela
A Carlinha fora minha melhor amiga em uma das fases mais importantes de minha vida: entre os 13 e 15 anos. Ontem tive o prazer de reencontrá-la e relembrar poucas e boas que aprontávamos juntas. Não conseguimos saber porque nos afastamos e, naquele momento, aquilo também não importava. Recordamos bons momentos e esclarecemos fatos que deveriam ter sido conversados 5 ou 6 anos atrás. Ontem, muita coisa ficou clara e eu percebi até que ponto vai a loucura da mente humana, o que também não mais importa. Ela continua a mesma, e apesar dos anos sem nos encontrarmos, o papo fluiu da mesma maneira de 5 ou 6 anos atrás. "As coisas mudam, mas a essência é sempre a mesma", como diz minha mãe.
Hoje, reecontrei os Presepeiros. Éramos mais ou menos 30 amigos, que se reuniam todos os fins de semana. Baladas, viagens, pizzadas e aniversários. Festas juninas a caratér e muita, mas muita risada. Durante um ano os Presepeiros mantiveram-se firmes e fortes, até que começaram a surgir as responsabilidades, os namoros e outros objetivos. Cada um seguiu o seu rumo e hoje, nos confraternizamos, lotados de novidades.
A Pão está noiva. O Fá perdeu 20 quilos. Os meninos, mais nóias do que nunca. A Paulinha, sempre considerada caso perdido, passou na USP e está cursando Fonoaudiologia. O Lelezão continua não se "encaixando" no trampo que está (todo Carnaval ele era despedido porque não voltava para o trabalho). O Danilo continua estudando; agora em sua segunda pós-graduação. O Sandrinho, encalhado sempre, agora namora há bastante tempo uma garota super legal. A Elo continua com o Fê e o Gui com a Aninha. O Haroldo sossegou de vez com sua namo, seis anos mais velha. E a vida continua...
Demos boas risadas, relembramos ótimas histórias e nos prometemos encontros mais frequentes. O acordo não será cumprido, como já se sabe, mas como já disseram os mais sábios: "Relembrar é viver". Portanto, nada mais é necessário, além do que ainda está por vir e também será um dia somente lembrado.
Escrito por Que tenho pra contar às 22h40
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Mistura Catastrófica
Certa vez eu li, talvez em uma revista ou em algum blog amigo um texto sobre coisas que se atraem. Não, não sobre pessoas que se atraem, mas sobre coisas e situações. Por exemplo: calça branca e chuva inesperada, unha feita e vontade de fazer xixi e, é claro, pão com manteiga e chão(a manteiga sempre cai para baixo, obviamente). Hoje, eu percebi uma das combinações que considero a mais terrível de todas: vizinho e videokê.
Videokês deveriam ser proibidos em residenciais. Eu tenho um, confesso, mas ele só fui usado no dia da compra. Videokês são a pior invenção humana de todos os tempos. Eu adoro cantar, é bem verdade, mas canto para mim e não em microfones. A não se que esteja em local próprio para isso.
Agora, imagine cuidadosamente: Domingueira, 8:30 da manhã e você acorda ao som de "Pense em mim". A primeira reação foi um grito "Vai se fo...". Minha mãe subiu correndo, e eu, fui dominada por um acesso incontrolável de raiva, quase como o do "Um dia de fúria" e, por pouco, não fui tocar no vizinho(acompanhada de meu pijama e clássicas pantufas, com olheiras e bico que chegava até a testa). Agora, são 12:43; e o MALDITO continua cantando. Mais de três horas de cantoria, com rodízio entre a mãe e os dois filhos capetas. No repertório, Falamansa, Zezé de Camargo e, pasmem, Kelly Key. O desespero toma conta de mim no momento.
Parafraseando Cazuza: "Pro dia nascer feliz. O mundo inteiro acordar e a gente dormir". Portanto, não estou feliz.
Escrito por Que tenho pra contar às 12h48
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Como diria Alanis....
"Você vive, você aprende. Você ama, você aprende. Você chora, você aprende. Você perde, você aprende. Você sangra, você aprende. Você grita, você aprende.
Você lamenta, você aprende. Você sufoca, você aprende. Você ri, você aprende. Você escolhe, você aprende. Você reza, você aprende. Você pede, você aprende. Você vive, você aprende".
Escrito por Que tenho pra contar às 03h18
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