Sexta-feira
Há alguns meses atrás, eu pedi para todos os leitores do meu blog me proibirem de ir para a balada. "Quando eu disser que vou, não deixem". Sexta-feira passada, eu ignorei a minha própria sabedoria e intuição e fui para o pagode.
Estava decidida a não sair. Na volta do trabalho, aluguei filmes e me preparei para passar mais uma sexta-feira de vida de namorado (o único detalhe é que eu não tenho um). Na minha mente a programação baseava-se em pizza seguida de filme no sofá e cama. Nesta ordem.
Às 22:00, Thiara me liga. "Estou indo para São Paulo. Vou pegar a ponte aérea e em menos de 2 horas estou aí e nós vamos para o pagode. Eu, como boa amiga que sou, preferi não contrariar.
Às 24:00, ela liga novamente. "Putz, o avião pousou em Cumbica, vou demorar um pouquinho mais do que esperávamos, mas vamos mesmo assim. Já estou chegando."
Fiquei pronta, esperando a carona. Uma das coisas que mais odeio é esperar, sou ansiosa, impaciente e perco o humor rapidinho quando sou obrigada a ficar sem fazer nada em função dos outros. A carona chegou às 1:30. Sim, 1:30 da manhã estava eu, destreinada de balada como estou, saindo de casa.
O pagode estava bom. Tirando os 4 copos de cerveja que derrubaram no meu scrapin preto, novinho, e que fizeram meu pé ficar ensopado de breja, estava tudo ótimo.
Dancei, cantei e me diverti bastante. Por alguns instantes, quase me convenci que deveria mesmo voltar às baladas. No fim das contas, elas acabam sendo divertidas.
Às 5:00 chega um garoto bêbado. De início, ele foi até que simpático. Falou, falou, falou na orelha do Thiara até o momento em que ela, coitada, perdeu a paciência e pediu para ele se tocar e sair.
Nossos amigos, já ficaram mais atentos à situação em função do jeito que o menino ficou: bravo, bem bravo. Quando meu amigo pediu então, para que ele se retirasse, a coisa mudou de figura. Começaram os juramentos, os gritos, até que ele fechou a mão e tentou, em vão, acertar um de meus colegas.
Neste momento, um outro amigo meu distribui um soco e o outro completou. O garoto caiu, de costas, de uma vez. Ficou no chão com os braços abertos e os olhos esbulhados, também abertos. Seria cômico se não fosse trágico.
O segurança nos botou pra fora e, na saída, eis que uma gangue de garotos levanta suas garrafas quebradas. Jurando que meus amigos sangrariam até a morte. *Okay, okay....aqui eu estou exagerando um pouquinho. Mas eles realmente estavam com garrafas quebradas*
Começou a confusão. Um grita de cá, o outro de lá...até o momento em que chamaram a polícia. Esperamos quase 1 hora até que o camburão chegasse. Eu e a Thi aproveitamos a carona com uma amiga que estava por perto e os nossos amigos, ficaram lá para fazer a parte burocrática da coisa.
Seguiram para a delegacia. Dois no camburão e um dirigindo seu próprio carro. Atrás da viatura, o carro da gangue. No caminho, o motorista perde o controle do carro e entra numa árvore. Sim, a gangue deu com o carro na árvore. E a partir disto, viraram motivo de chacota até mesmo para os policiais.
Na delegacia, chegaram os pais dos garotos e mandaram o menino para o exame de corpo delito. Meus amigos foram liberados à 10:00 da manhã. (Chá de canseira pra que, né?)
Resultado do passeio: risada, medo, desespero, um garoto com o dente e nariz quebrado, seguro dos baderneiros acionado, passeio dos meus amigos no camburão e, é claro, uma daquelas histórias que vão servir de lição e serão contadas e recontadas para toda a eternidade...
Escrito por Que tenho pra contar às 19h16
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