Estréia brasileira, por Paulo Serau
Um sucesso! É o que eu posso falar da estréia do Brasil nessa Copa do Mundo.
O dia começou com foguetórios, buzinas, bandeiras e faixinhas, uma verdadeira e típica festa popular olha que se, no horário do almoço, a televisão não tivesse me lembrado que hoje teria jogo, pensaria que fosse apenas uma comemoração efusiva do dia de Santo Antônio, ou algum outro tipo de festejo junino.
Mas pena que não teve canjica, só teve marmelada. Teve sim, senhor! E a seleção deu milho para os seus torcedores. Deu sim, senhor! Teve até palhaço com cara pintada e vestido de um quadriculado mágico que fez ninguém o notar em campo, nem a própria guarda alemã que, cá entre nós, em tempos do nazismo o derreteria para fazer sabão.
A alegria brasileira foi magra, mãe!
Por conta disso, o governo está querendo redirecionar a verba destinada a alimentação do Ronaldo, o “Felômeno”, para alimentar o povo brasileiro de algum novo sonho, ou ilusão. Hexa? Por que não SEXAcampeão? Prefiro ter algum tipo de prazer não só mais uma bélica estrela no peito. Às brasileiras que foram à Europa por conta do ramo turístico mais velho do mundo, façamos odes! Odes a Baco, o rei do futebol e único SEXAcampeão.
O quadrado mágico, desvendado por algum Mister M croata, não chegou a juntar os seus vértices e se perdeu numa forma geométrica indefinida. Falando em forma, não consigo acreditar que muitos falam que um dos tais vértices está fora da forma física. Tudo balela. O “Felômeno” está em sua perfeita forma esférica.
A alegria brasileira foi magra, mãe!
Pudera, o coitado do Robinho não tem comido direito no bandejão de Weggis por conta da fome de leão e boi do “Felômeno” - novamente citando ele. Notei que, mesmo tomando um belo encontrão do zagueiro galego croata cara de mau, o pequeno não se intimidou e fez travessuras.
Cheguei até a me animar, sabe! Essas coisas de futebol moleque, futebol atrevido, coisa e tal, mas não deu em nada.
Resultado magro, alegria magra.
As pessoas que assistiram o jogo comigo estavam com um belo sorriso amarelo, mas se aproveitaram dizendo que é da cor da bandeira. Um colega desiludido com o resultado - um perdedor - acabou exagerando na bebida e ficou verde.
Torci para acordar com minha mãe preparando um bom café para ver o jogo da copa. No ano de 1970.
Escrito por Que tenho pra contar às 09h28
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