Sobre fotos, dinheiro e inteligência artificial
Quem inventou o tal rodízio, com certeza, tinha dois carros disponíveis.
Ao conversar com qualquer gringo, o espanto é certo: “Como assim que não é permitido circular com seu próprio carro? Como assim que você paga multa? Como assim?!”.
É, pois é, este é um dos tópicos daqueles “coisas que só a sua nação faz por você”. Concordo com o fato de aliviar (minimamente) o trânsito e discordo do fato de que o dinheiro resgatado vai para algum tipo de benefício que é sentido posteriormente pelos motoristas.
Nunca tomei multas; esta semana fui presenteada com duas. De rodízio.
A foto estampada e escancarada revela que sim, eu realmente estava lá naquele horário x, naquele local y, naquela importuna hora $%@$%#$#$¨#%¨$%$(sinta-se à vontade para inserir o seu próprio palavrão mais escabroso).
Desabafava com um taxista ontem na volta pra casa (já fiz um post anterior que relata o quanto eles são ótimos psicólogos) e descobri que as tais maquininhas são realmente espertas. Capazes de monitorar todas as placas dos carros que passam, conseguem, simultaneamente, cadastrar informações como documentação fora dos conformes; velocidade do veículo, e local, hora e placa do seu carro, que são cruzadas com as informações sobre rodízio.
Ah, são ótimas fotógrafas também!
Refleti um pouco e percebi que os tais radares inteligente são realmente inteligentes.
Burra sou eu.
Escrito por Que tenho pra contar às 09h07
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